O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que recebeu, até o início desta quinta-feira, 27, um total de 1.789 denúncias de assédio eleitoral durante o segundo turno das eleições gerais no país. Até o dia 2 de outubro, quando ocorreu o primeiro turno, o MPT registrou 61 denuncias e, portanto, o número de possíveis crimes eleitorais na reta final do pleito estadual e federal é quase 30 vezes ao registrado no início do mês – ou uma alta de 2.932%. Em comparação a 2018, o total de denúncias registradas foi oito vezes menor, já que o Ministério Público do Trabalho teve 212 queixas no período. Prática considerada ilegal consiste em empresas, órgãos ou empresários tentarem suprimir a liberdade dos funcionários, empregados ou colaboradores a votarem e influenciar seus votos por meio de coação, promessas ou ameaças. Não somente o número de denúncias cresceu vertiginosamente, mas também a quantidade de empresas denunciadas: de 52 para 1.388. Mais cedo, o Ministério Público Federal, o Ministério Público do Trabalho e o Ministério Público do Rio de Janeiro emitiram um comunicado conjunto sobre os riscos que envolvem o pleito de ocorrerá domingo. Segundo a tríade, qualquer prática ou ação que tenha como objetivo restringir a liberdade de voto dos trabalhadores será considerado ilegal, já que os crimes eleitorais estão previstos nos artigos 299 e 301 do Código Eleitoral Brasileiro.
fonte Jovem Pan
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