Padrão ou Qualidade de vida?

A cada dia notamos uma crescente e desenfreada busca em se ter mais e mais poder aquisitivo, numa falsa ideia de segurança. Com isso, as pessoas buscam no padrão, a qualidade de vida. Porém, o padrão de vida se refere à quantidade e também à qualidade de bens e serviços que uma pessoa possui, isto é, o poder para a aquisição de bens materiais e bens de consumo equivalentes às suas posses. Um alto padrão, por exemplo, depende de um estilo de vida que proporcione ao indivíduo residência privilegiada, automóveis exclusivos, entretenimento de luxo e assim por diante, em que a realização pessoal se dá pelo nível de vida material.
A qualidade de vida está relacionada ao uso e aproveitamento dos recursos que uma pessoa possui, e engloba, por exemplo, aspectos físicos, mentais, emocionais e espirituais, como também fatores mais abrangentes como os relacionamentos sociais. A cultura tem fator determinante para a escala de valor e para o entendimento desses itens, mas, de maneira geral, quem busca qualidade de vida prima pela harmonia e por bem-estar.
O que podemos ver é que, mesmo sendo facilmente confundidos, o padrão e a qualidade de vida não necessariamente dependem um do outro. Há pessoas com poucos recursos financeiros que são satisfeitas e que conseguem viver bem. Assim como há pessoas com grandes fortunas que são insatisfeitas, a ponto de atrapalhar sua qualidade de vida. O contrário também é verdadeiro para as duas situações. Há pessoas com baixo padrão e baixa qualidade de vida, como também há pessoas abastadas e com boa qualidade de vida. O que realmente interfere é como nos sentimos a respeito do que acontece em nossa vida. De quanto estamos dispostos a entender que o outro faz parte de nós. É necessário que aprendamos quantificar e qualificar o amor e o respeito, pois só assim é que conseguiremos reconhecer em nós a possibilidade de fazer nossas escolhas e o poder de fazermos as mudanças que entendermos necessárias, e aceitar que não é o externo que determina os nossos sentimentos, bons ou ruins, mas, sim, aquilo que está internamente em nós.
Assim, que os nossos pensamentos positivos, a autoestima e o bom humor sejam uma constância em nossa vida, pois, esses são indicativos de uma felicidade interna que origina em vida plena.

Cidinha D’Agostino é Terapeuta Emocional e Psicoterapeuta
Holística com foco na física quântica.
Autora dos livros: Ter ou Ser e Imagem e Semelhança

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *